CAMPEONATO BRASILEIRO 2017 – O QUE ESPERAR DO SEGUNDO TURNO (A PARTE DE BAIXO)

Iniciando o já tradicional balanço de fim de turno do Segue o Jogo, analisamos a parte menos glamurosa da classificação do brasileiro. Embora uma arrancada espetacular de um time da “Zona da Confusão” seja o fio de esperança dos torcedores da rabeira da tabela, os casos de Goiás em 2004, Fluminense em 2009 e Botafogo em 2016 são as exceções que confirmam a regra: um time com campanha de rebaixado no primeiro turno dificilmente fará uma campanha de campeão na metade seguinte do campeonato.

Sem mais delongas, vamos às nossas expectativas sobre o desempenho dos últimos dez times da tabela de classificação, sempre com o apoio estatístico do site Chance de Gol.

Botafogo – Nas quartas-de-final da Libertadores e na semi-final da Copa do Brasil, os mata-mata oferecem para o Botafogo duas chances de títulos inéditos em sua história. O Brasileiro tende a ficar em segundo plano, ainda mais tendo em vista os limites numéricos do elenco alvinegro. Tomando os devidos cuidados, o Z-4 não deve ser um problema. O G-6 parece difícil, mas não impossível, ainda mais caso venha a se tornar um G-7.

Probabilidade de G6: 10,8%. Probabilidade de rebaixamento: 5,8%.

 

Vasco – O cruzmaltino começa o segundo turno vindo de uma sequência de apenas uma vitória nos últimos 5 jogos. Ainda enfrentando as consequências da punição que não o permite jogar e São Januário, Milton Mendes parece entender com clareza qual o objetivo do time no campeonato: escapar do rebaixamento. O caminho não será fácil, mas o bom desempenho no início da competição poderá ajudar na matemática no fim do campeonato. Mas a situação está longe de ser tranquila e possíveis instabilidades políticas no segundo semestre podem afetar o desempenho do time em campo. Pode escapar do rebaixamento, mas não será tarefa fácil.

Probabilidade de G6: 1,0. Probabilidade de rebaixamento: 31,0%.

 

Bahia – A equipe começou bem o campeonato, mas perdeu o técnico Guto Ferreira para o Internacional, em movimento semelhante ao que o fez trocar a Chapecoense pelo Bahia no passado. Não se encontrou com Jorginho que já foi demitido, mas ainda assim possui bons valores no meio-campo que, se bem trabalhados, podem garantir a manutenção na Série A. O ano pode não acabar tão bem quanto desejava a torcida tricolor, mas a manutenção na elite tem de ser a prioridade dos baianos. E eles tem tudo para alcançar esse objetivo.

Probabilidade de G6: 6,7%. Probabilidade de rebaixamento: 8,8%.

 

Ponte Preta – O time de Gilson Kleina ainda não foi capaz de engatar uma boa sequência de resultados positivos no Brasileiro. O desempenho da Macaca até agora tem sido suficiente para mantê-la fora da zona de rebaixamento, muito em função da fase iluminada de Lucca. Caso o jogador de propriedade do líder da competição seja capaz de manter a boa fase, o time de Campinas pode viver mais um ano na Série A em 2018. No entanto, eventual seca do goleador pode fazer com que os Campineiros se aproximem perigosamente do Z-4. Deve escapar, mas não haverá folga.

Probabilidade de G6: 3,4%. Probabilidade de rebaixamento: 15,9%.

 

Atlético-MG – O ano começou com o Galo como favorito a todas as competições de que participaria. O elenco recheado de craques experientes era considerado um dos melhores do Brasil, ainda mais nas mãos de Roger Machado, o técnico da nova sofra favorito de 10 entre 10 membros da crônica esportiva nacional. Roger já caiu, o Galo já caiu de outras competições e o time que parecia favorito se aproxima perigosamente da zona de rebaixamento. Micale parece mais uma aposta sem qualquer embasamento e Daniel Nepomuceno parece perdido no comando do alvinegro de Minas. Pra piorar, o fator casa parece jogar contra o time e a torcida ainda não parece ter entendido qual o campeonato que o Galo jogará esse ano. G6 é ilusão e o Z-4 uma realidade cada vez mais possível – se entrar, não vai ser fácil encontrar a tranquilidade de ambiente necessária para conseguir sair. É, sem dúvida, um dos favoritos para a decepção do ano.

Probabilidade de G6: 6,0%. Probabilidade de rebaixamento: 11,7%.

 

Chapecoense – A equipe, remontada em curto período após a tragédia de 2016, chegou até a liderar o Brasileiro 2017. Mas após uma fase ruim, culminando com a demissão de Mancini, aproxima-se perigosamente da zona da degola. O desgaste decorrente dos compromissos internacionais ainda pode afetar negativamente o desempenho no início do segundo turno, fazendo com que o risco do rebaixamento seja real para a Chapecoense. Todo cuidado é pouco.

Probabilidade de G6: 1,3%. Probabilidade de rebaixamento: 30,8%.

 

São Paulo – A campanha que iniciou com o ídolo Rogério Ceni no banco de reservas chegou a sua metade com o São Paulo na zona de rebaixamento. O elenco não é ruim, mas foi montado às pressas e com o campeonato em andamento. O novo técnico, Dorival Junior, não é ruim, mas ainda está conhecendo o clube e seus jogadores. Numa situação na tabela em que pontuar é mais importante do que desempenhar um bom futebol, Dorival não parece o nome mais adequado para entregar o pragmatismo que o time necessita. O Tricolor do Morumbi inicia o segundo turno competindo com o Atlético-MG o indesejado título de “grande que vai cair”. Seria o “favoritaço”? Difícil dizer. Mas não surpreenderá se cair.

Probabilidade de G6: 1,8%. Probabilidade de rebaixamento: 29,0%.

 

Vitória – O time vive um caos administrativo, mas a chegada de Mancini parece ter dado uma reanimada no elenco rubronegro. Será o suficiente? É improvável. Repleto de medalhões, em 2017 parece faltar um Marinho que carregue o time nas costas quando necessário. No Z-4 está e no Z-4 tende a ficar.

Probabilidade de G6: 0,4%. Probabilidade de rebaixamento: 50,2%.

 

Avaí – O time é fraco, mas sabe reconhecer suas limitações. Sabe bem qual é o campeonato que joga – o da briga contra o rebaixamento. Por esse motivo, ao contrário de tantos outros, não cedeu a tentação de trocar de treinador em função da virada de turno em desagradável posição. Claudinei Oliveira vai completando um ano no comando técnico dos catarinenses e parece capaz de fazer o time alcançar o seu máximo potencial. Será o máximo o suficiente? É difícil, mas há esperanças – e certamente não haverá sobras. Pode ser torcida, mais do que palpite, mas acredito que o rebaixamento não virá, desde que mantenha Claudinei no comando.

Probabilidade de G6: 0,01%. Probabilidade de rebaixamento: 90,5%.

 

Atlético – GO – Não joga mal muitos jogos, vende caro as derrotas para os grandes e, ainda assim, não consegue acumular pontos. Não há muito o que escrever: o Atlético-GO jogará a Série B de 2018.

Probabilidade de G6: 0%. Probabilidade de rebaixamento: 99,3%.

 

Meu palpite pessoal para Z-4? Atlético-GO, Vitória, Chapecoense e… GALO! E você? Qual seu palpite? Escreva nos comentários ou na página do Facebook do Segue o Jogo!

 

 

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