[GUEST POST] O Novo Centenário

Autor convidado – André Galvão (@dehcogalvao)

Em 2013, com o Palmeiras ainda na Série B e consumando sua 2ª volta à elite do campeonato nacional, escrevi o texto “Reféns do Centenário” para o Segue o Jogo, onde eu relatei a perspectiva de um ano do centenário morno pra S. E. Palmeiras e com a política de pés no chão adotada pelo presidente Paulo Nobre e o até então CEO José Carlos Brunoro.

Chegou 2014 e realmente o ano veio sem grandes contratações, mudanças e até mesmo grandes ações de marketing pelo centenário do clube. Dentro de campo, o time da realidade financeira mas com qualidade técnica ainda abaixo do que temíamos. Foi um ano em que o amor à camisa e a lealdade de sua torcida foram os maiores presentes para o clube em seus 100 anos. O temor e a angústia de um 3º rebaixamento só terminaram no último minuto, na ultima rodada e num lance que aconteceu longe do recém inaugurado Allianz Parque. Talvez, esse alívio tenha se tornado um novo “choque de gestão” da nova diretoria e da qual esperávamos realmente coisas novas. Mas algumas coisas novas já estavam acontecendo fora de campo…

Faço aqui uma espécie de “mea culpa” daquele texto, pois por mais que eu realmente não tenha concordado com algumas definições e critérios da diretoria, muita coisa estava sendo feita na época e que estão refletindo hoje. Na minha opinião, a melhor delas, foi a “blindagem” na Academia de Futebol. Não existem mais as velhas raposas do Conselho por ali, fornecendo “informações” para setoristas e semeando a discórdia num ambiente de trabalho. Falando em ambiente de trabalho, muito se profissionalizou ali e os frutos começam a ser colhidos agora e daqui algum tempo será notado mais ainda com a modernização no espaço da Academia de Futebol.

Dentro de campo, vieram as dezenas de contratações pra se começar a formar uma base de um time competitivo, muito diferente do que se viu no ano do centenário. E com esse elenco novo, teríamos que forçar ainda mais um pouquinho da paciência palestrina, que não é fácil pro sangue italiano e pra quem sofreu muito nos últimos anos, mas seria algo fundamental pois é natural que algo que se começa do zero requer um tempo pra ficar pronto. Ainda assim, a troca de comando técnico aconteceu e algumas lesões de jogadores “chaves” também, o que requer um pouco mais de tempo ainda pra ter um time pronto. E falando em time, ele tem oscilado muito e na reta final será necessário se equilibrar pra conseguir coroar essa mudança de um novo tempo, com uma almejada vaga pra Copa Libertadores.

Com essa pequena retrospectiva desde o meu último texto pro Segue o Jogo, quis mostrar pra vocês como cheguei à conclusão de que, independente do que aconteça dentro de campo no restante de 2015, já estamos no lucro tendo em vista um passado recente e podemos enfim ter esperanças pra um ano novo de um novo século.

Guardem os amendoins, a esperança é verde de novo. Por que não? Que venha a briga pelo G4, o tri da Copa do Brasil e, o melhor de tudo, um 2016 bem diferente do que 2014, 2013, 2012…

Avanti!

Foto de capa: Fabio-Menotti/Palmeiras

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