O que esperar da XXª Copa do Mundo

Brasil 2014 é logo ali…

 

O mais importante evento futebolístico de Dezembro aconteceu longe dos gramados. E das manifestações. E do povo. Isolados no Resort da Costa do Saíupe Sauípe, a trupe da família FIFA realizou o sorteio dos grupos do evento vindouro, contando com a habitual presença de craques da bola, músicos e personalidades. E da Fernanda Lima.

Após o aprendizado no evento teste da Copa das Confederações da FIFA (FCC), a maldição de Alex Atala não teve vez. Tudo transcorreu sem grandes problemas, a não ser uma bolinha que escapou da Fernanda Lima dos apresentadores e teve que ser recolhida do chão, no momento mais emocionante do evento.

Assim como as apresentadoras (2006, Heidi Klum, 2010, Charlize Theron e 2014, Fernanda Lima), as regras se alteram a cada edição da Copa do Mundo da FIFA (FWC). O sorteio para 2014 segue alguns princípios, combinando classificação por meio do ranking de seleções e aleatoriedade. Os cabeças-de-chave de cada grupo são escolhidos dentre os países mais bem pontuados, além do país-sede, formando o primeiro pote. Para os demais potes, o critério utilizado é o geográfico. No segundo ficam os países da África e os restantes da América do Sul, enquanto no terceiro situam-se as nações asiáticas e aquelas filiadas à CONCACAF. Por fim, há o pote europeu, consistindo de 9 times. Dentre estes, um é sorteado e recolocado no pote 2. Dessa forma, cada pote é esvaziado em ordem, respeitando os critérios geográficos ao impedir grupos com 2 sul-americanos e grupos com 3 europeus.

Embora não seja, à primeira vista, tão complicado quanto parecem demonstrar as regras do certame, dando preferência à aleatoriedade, o sorteio não tem por objetivo a alocação equilibrada de equipes. Isso gera a possibilidade de grupos muito disputados, enquanto outros são incapazes de ganhar elogios dos mais fanáticos. Há alternativas a isso, como o uso da classificação das seleções, mas dessa forma perder-se-ia a oportunidade de realização de um evento capitaneado por gente como Fernanda Lima e gerador de dividendos comerciais.

Findo o sorteio, o Podcast Segue o Jogo propõe-se a analisar de forma sucinta cada um dos grupos, por meio do mais balizado achismo possível.

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Grupo A: Brasil, Croácia, México e Camarões

Brasil apresenta-se como franco favorito, apesar de não ser um grupo fácil. A péssima fase do México nas eliminatórias torna a disputa pela segunda colocação menos previsível do que seria há 4 anos, com chances reais de avanço croata. Já a geração de Eto’o deve ser mais um exemplo de grupo talentoso mas incapaz de formar uma equipe coesa.

Grupo B: Espanha, Holanda, Chile e Austrália

É o chamado grupo da morte, e não somente pela presença dos últimos finalistas. O Chile de Sampaoli e do chileno chinelo Valdívia vêm demonstrando muita força e pode roubar pontos preciosos dos europeus, almejando uma classificação que não seria nenhum absurdo. E o representante da Oceania Ásia mostra que a bola pune, depois de alterar sua filiação.

Grupo C: Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão

Um grupo equilibrado, apesar da pouca tradição de todos seus membros. A Grécia tenta uma vez mais dar sobrevida à geração campeã da Europa, em 2004, enquanto a Colômbia acredita ter time para quebrar a maldição de Pelé. Concorrendo diretamente com os latinos, a Costa do Marfim tenta dar algum lustro à sua geração de ouro, mesmo contando com o declínio técnico e físico de Drogba. Por fim, o Japão deve fazer figuração, mesmo contando com equipe equilibrada e alguns destaques individuais.

Grupo D: Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália

Mais um grupo da morte, com o diferencial de contar com 3 campeões históricos. Históricos demais e pouco que empolgue em tempos recentes. A Inglaterra, que sempre mistura a soberba de ser o país do futebol com a falta de qualidade individual venceu seu único torneio em 1966, enquanto o Uruguai teve sua última final em 1950. Ambos disputam o posto de coadjuvante do grupo, já que a liderança deve ficar com a sempre desacreditada tradicional Azzurra. Pobre Costa Rica, tão perto do Brasil, tão longe das oitavas-de-final.

Grupo E: Suíça, Equador, França e Honduras

O grupo parece reviver a emocionante competição de 2006, com um marcante 0x0 entre a França e a Suíça. Este, time sólido e de futebol consistente, ainda que não muito tenha muita qualidade técnica, e aquele, time em formação e sob as mais diversas desconfianças, mesmo contando com elenco muito mais estrelado, disputam a liderança. A Equador e Honduras, resta sonhar com uma jornada especial de seus bons jogadores para causar alguma surpresa.

Grupo F: Argentina, Bósnia e Herzegovina, Irã e Nigéria

A grande atração do grupo parece ser a reedição da final olímpica de 1996, embora os jogadores argentinos da época tenham começado a retirar-se do futebol, e os nigerianos tenham sido substituídos pela geração de seus netos. Ao contrário da decisão do ouro, em terra brasilis, os hermanos são os mais cotados a avançar em primeiro lugar. O Irã fará figuração do grupo que tem a estreante Bósnia e Herzegovina como candidata mais forte ao segundo lugar.

Grupo G: Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos

Pode ser considerado como o terceiro grupo da morte, posto que isso seja um exagero em comparação com os outros 2. Mas é inegável a força do grupo, que deve ser liderado pelos germânicos. A Portugal resta torcer pela força do melhor jogador do mundo e de seus limitados compatriotas, enquanto torce para que Gana e os Estados Unidos não repitam as últimas performances, apesar da força das duas seleções.

Grupo H: Bélgica, Argélia, Rússia e Coreia do Sul

O grupo mais fraco tecnicamente e mais desinteressante de interesse contido para os neutros apresenta bastante equilíbrio em seus confrontos, muito em razão das desconfianças com a forte Rússia e a promissora e inexperiente Bélgica, favoritas à classificação. A Coréia do Sul já assustou mais no passado, e a Argélia pode se contentar em ter um papel digno, com um time sólido, mas limitado.

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Um torneio com grupos aleatórios é prato cheio para o maior dos clichês do futebol. “Time que quer ser campeão não escolhe adversário”, dirão alguns, ao minimizar os adversários poderosos. “Não existem mais bobos no futebol”, dirão outros, para valorizar um grupo pouco complicado. Contudo, nenhum desses lugares comuns é mais verdadeiro que aquele repetido à exaustão: “A Copa do Mundo começa aqui”. Como mostrou Fernanda Lima, em 06 de Dezembro, na Costa do Sauípe.

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As 3 maiores autoridades do sorteio

 

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A foto de capa foi retirada do sítio da FIFA.com

O Podcast Segue o Jogo recomenda a tabela do Marca da UOL para acompanhar o evento

 

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